quinta-feira, 21 de abril de 2016

Vinte e um barra quatro, com Istrambote incluído(Soneto, n. 179, à memória de Tancredo Neves. Para Gabriela)

A morte do Tancredo foi Isto:
pra riba de mim-Minino
um viramão de Tragédia
nos zóio e couro do povo.

Meu pai banzava fumaça
nas ventas maxacali
inquanto gritava "Ossanha!!" - pra vida
e pra televisão Indiferente _______

dava medo meu pai nessas horas,
inté o canhoto Incardido pensava bem
antes de chegar perto dele - assucedeu
num Tiradentes que nem de-Hoje______

mas o que vi ser desespero sem Volta:
aguançália nas Janelas de minha mãe. 

"ISTRAMBOTE"

Quando Tancredo morreu eu vi também 
um cabrunco magriço de cabeça branca dizer
que não ia chamá-lo "Excelência " naquele momento.
Minha mãe falou que ele era poeta.

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