quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Soneto, n.309(Sonetesbéu n.3, pro compadre Sérgio Ortiz de Inhaúma)

Saranto Antorônio recolhe as árvores,
arruma a beira do rio:
às seis em ponto fará chover 
cascarvulhos de sermorões ensaiados 

pra ver se os peixes ensinam sânscrito 
aos homens. O amor que tive
foi do anel que me deste - depois 
que demitimos por justa causa 

os urubus recomendados pelo arcebispo:
era setembro, andei de bicicleta 
no grão-país onde estradas têm pernas 
que rodam pra lugar Nenhum____________

o vento varria as folhas, varria os terços, varria
as poucas ombras de amalinfâncias.

Soneto, n.308(Sonetesbéu n.2)

Tinha meus dez/onze anos,
nascera torto e mesmo andrinSim
era da raça do Eterno: um trechavão
desenterrado em Qunram

com molho de içás-Trombone era Certeza 
de nupcícias e castelontes que(num batismo)
no alto de meu quengo Fincaram__________
a Virgem, andando à perna bem Grande.

Depois depois houve trova, e caminhários
de sussurrar móres deuses querendo ser
Prometeu, enquanto um jazz rolorava
na primavera do que mais fosse Itabira,

hoje Oceano: pinoto as bolas de gude,
ladeiras perdem Cintura.

Soneto, n.307(Sonetesbéu n.1)

O sol num cumulário de Girassóis
antôntem carinhou planícies, mas hoje ela chuva 
desperta do sono 'prochegou cantorices
entre folheiras e flores 

do jardináceo - onde repousam pés,
esquina à casa de olhos Enormes 
que rumina abraços do Eterno e
não deixa de armazenar terraraços

onde oceanos mais Vijam_________
os anjos martejam xilófones
e o fim do tempo inda é
conversa compriiida__________

inda edifícios se Arriscam
num passaranho de Portelosamba.

sábado, 30 de setembro de 2017

Soneto, n.306(Variando sobre o n.305, para Luciana Moraes)

Manhã que em névoas sacode os túneis 
do sono, num Repenguente se esgadanham meninos -
poiésia em plenúria de Floridões -
e ribeirão de águas claras_________

o sol num cúmulo de girassóis sacode planícies 
e o nono andar é cerca de um tiro 
de Pedra - segundo as sânscri-Escrituras -
anjo sobre o lajedo assentado:

múnduro há tempos não faz a barba,
nua screen, nelas telas sinédrios sacodem Sal
sobre a extensura da história, manhã Talvez 
sem névoa pros elefantes de Aníbal__________

roxundos ipês nos Brotem, e a gente não olhe
atrás - quando Erigirmos o primeiro passo.

Quarteto em lá menor, opus 16, para piano violino viola e cello(Versão soneto, n.305, para Sarah Valle)

Manhãçaria que em névoas sobe o
túnel do sono onde Alma néfira esgadanhada
descasca um sabão, e num repente de trompas
todo o lavabo é Lilás,

que também veste a criança que nos segue,
a mim, a ti - sarahmêndera - desque o
mundo não tinha olhos pra fazer a barba,
e roxundos Ipês das axilas brotavam.

A noite foi o sal que me Curtiu
em couro de jabaquérias e cântaros,
enquanto amamos a floração do arroz
e o norte move ardentes Entranhas___________

em cada rio um deus espera crescer:
que a Vida nos acenda os pés.

sábado, 19 de agosto de 2017

1982(Versão Soneto, n.304. Para o confrade Sérgio Ortiz)

Rumor de luz faz duêr
os grânulos, poeira do quarto. E os olhos,
trazidos à força - (superfirície inda Fala) -
sacodem ranço e dez quiés de jucumã________

e sempre é Chuva no cabecê de papel 
e o boi que passa na correnteza é tão morto
quanto a memória daquela primeira vulva 
que deu língua pra Mim_________

relógios Torcidos, rei pelado na praça,
pernas lesmeiam pra encontrar dez dedos
em posição de sentido: berço
onde onde o mosquito dorme,

àquela tarde em Sevilha - tristeridade
que Inenvelhece pelo tempo-Foi.

sábado, 29 de julho de 2017

Soneto, n.303(A Luciana Moraes)

Entonces bora! - que é tempo 
de entalhes-Cântaro sobre frontérias em
prata: olhos em catavento, mãos 
tão mestras na Secúlea pedra que apara

as águas do ribeirão, e Rente
aquele ipê quase tão véi-de-Mundo,
roxura que igual não brilha
em nória de légua e meia:

um vulto encontra outro na ladeira perto,
o curupira o saci se dão boanoite
e seguem montando mulas-sem-cabeça
nas entrelinhas onde o relógio não manda_________

vambora entonces! - almas livremente encarceradas -
livres, como só os doidos e os poetas.