sexta-feira, 5 de maio de 2017

Andantino Semplice(Soneto, n.245. Parceria com Luciana Moraes)

Manhã que se entreabre em pétalas,
cada rosácea de nuvens é povoenta cidade 
'rrastando espadas onde a luz Enfresteia:
sombruras fogem, nos troles da noite

Finda. Da janela a esquina em frente nos abre a
hóstia do mundo, com suas máquinas de calcular
e suas dálias gigantes de mil baraços.
A Virgem sopra seus anjíns retchôntchos,

rezamos pelos zé-homens e seus pássaros enjaularados
dentro do peito - carcaça dela barata de óculos 
que sempre mura com chumbo
os braços-árvores Incauteríssimos________

rezemos pelas sementes, se tornem em Mudas -
e todos Sintam que a vida muda - pra Sempre.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Historiânio...(Versão soneto, n.244. Ao amigo Sergio Cohn)

Era uma vez em Condeúba um buteco
feito pra Acabar os homínidas, - mesmo aqueles 
pra quem a vida eram ainda semi-garranchos,
seios mal-amanhecidos.

No largo da carioca brotoejam gravatas de 1 real
dizendo que "demoniões escancararam o Abiiismo!" -
e o bar é qualquer rua agora,
justuramente, praticumbum_________

era uma vez a serpente, e o pano Ornário
que vai Dar na serpente, era uma vez 
meu tio pregando fogo no corredor, e na estante 
Totônio Rodrigues dizendo que era em São José,

desnecessário Avisar: elas rezas
não dão mais de comer às roseiras.