quarta-feira, 4 de maio de 2016

Soneto-Estudo, V(Soneto, n. 188. Pra Emanuela Helena)

Roseiras dando-se as mãos 
em jardins plantados sobre oceanos:
espelho que devolve imagens 
de alfabetos Ocultos desque arlequins

banzavam prélios na outra margem do
Nilo. A vida múltipla, ocânha
é manequim de cem pássaros
enquanto caem cidades das

prateleiras do céu. Guardo homens-gavetas
no último armário do sótão:
lembrei que fazem também  cem anos
que o filho pródigo despenteou as nuvens______

sou três mulheres nas Sombras
derecifrando os alfabetos Ocultos.


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