domingo, 26 de novembro de 2017

Estudo n.57 em Si menor(Versão soneto, n.317. Para Jéssica Campos)

O germe pondo a Noite num casulo:
entre a mão e teu corpo
um leito de Procusto, Nenhuma 
preparação para a vida________

numa estrada poeirentícia fechei
meus ombros, no seio mesmo das lâmpadas 
não mais ouço o toque dos anjos
nas espinetas do Infinito, é Tarde

como as cinco horas no relógio,
tarde como niños empinando pássaros 
que dão de beber ao sol, tarde como
as três mulheres de pedra no bosque Antigo,

tarde(ao Final) como gérmen acavalando no
casulo ela Noite.

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