A tarde lança do cume Sísifo seus Traques:
são dois são dez Brumalhões
e DÃO no cocuruto com tal PÊIA
que dele espanta os pianeios e os fagotes________
eles saem assoviando com raiva
o Trerenzim do Caipira num modê Monstrício,
na receita pontificam os relinchos da Bruxa,
ela velhííssima Moura Torta________
o esbarrôndio cabrorúcio mora na casa
mais Abominácia da rua, só lhe restando
chorambar tudo que a vida Madrarícia
com mão Grande lhe impediu de Cochambrar:
sou EU, o morenô Rancho Fundo,
que nem viola tem, para acenar pra Lua.
domingo, 29 de março de 2020
Oitavo Esbregue dele São Mármaro na Quarentena (Soneto, n.580, forma 3/2/7/2)
A filha de pai JÃo secou secOOu
que nem pitanGUÊra anEnCÉfala,
pai JÃo gramou nos remos da canoa,
chegou no SUS, era Tarde: Ritinha acaba de
adentrar as estatísticas, morreu, foi
VÍÍrus, de-NOvamente nos chicotes.
O sangue de pai JÃo é mesmo um
cachorro SEM penas, e o velório evém começa
na internet às 16 e "meus sentidos pêsames"
é o que sem dúvida o Planalto não dirÁÁ,
na sala humilde a reza amÔrfa
posludiona Braço a menos no país__________
Santa Maria Mater DÊÊus, pra ficar RÚim
'inda vai ter que melhorar e MUUUito.
que nem pitanGUÊra anEnCÉfala,
pai JÃo gramou nos remos da canoa,
chegou no SUS, era Tarde: Ritinha acaba de
adentrar as estatísticas, morreu, foi
VÍÍrus, de-NOvamente nos chicotes.
O sangue de pai JÃo é mesmo um
cachorro SEM penas, e o velório evém começa
na internet às 16 e "meus sentidos pêsames"
é o que sem dúvida o Planalto não dirÁÁ,
na sala humilde a reza amÔrfa
posludiona Braço a menos no país__________
Santa Maria Mater DÊÊus, pra ficar RÚim
'inda vai ter que melhorar e MUUUito.
SÊtimo Esbregue dele São Mármaro na Quarentena (Soneto, n.579, forma 3/2/7/2)
A pata do elefante de mil rostos
começa a pôr a enXÓ de ferro nas
favelas, abri chão novo no grolÓ-Papiro:
Maré, Rocinha, ela Cidade-de-Deus,
é só o frin-frÍÍn, do apito-InÍcio do VÍrus,
vamos nÓÓÓs ao cu-do-Judas
do Outro mundo, onde os sabugos de milho
urrÔÔam como bois de verdade e
não precisam ver pano vermelho;
um cego Flebas cerze o que
recitativamente com certeza NÃO É
pássaro, mais-de-MAR aberto sobre o
tronco da palavra ExÍÍlio: além da foice
a Morte ataca de machado, cavadeira, enxÁÁda...
começa a pôr a enXÓ de ferro nas
favelas, abri chão novo no grolÓ-Papiro:
Maré, Rocinha, ela Cidade-de-Deus,
é só o frin-frÍÍn, do apito-InÍcio do VÍrus,
vamos nÓÓÓs ao cu-do-Judas
do Outro mundo, onde os sabugos de milho
urrÔÔam como bois de verdade e
não precisam ver pano vermelho;
um cego Flebas cerze o que
recitativamente com certeza NÃO É
pássaro, mais-de-MAR aberto sobre o
tronco da palavra ExÍÍlio: além da foice
a Morte ataca de machado, cavadeira, enxÁÁda...
Sexto Esbregue dele São Mármaro na Quarentena (Soneto, n.578, forma 3/2/7/2, à memória de Mário de Sá-Carneiro)
Sobre ele mundo de amanhã: com esse LÔntrico VÍrus
'sbregunçando o rolerê das matinas,
cabe esta pergunta sem Janelas:
quem possuirá meu Ossário se meus eflÚvios
na barca de Caronte forem dar
com os costados? O que ficar para o caixão
serão estátuas que se perderam dos braços,
árvore que não mais ouve os oboés cantarem
pelas manhãs, trupe de tromborones
que não mais chove sobre os maciços do GrajaÚ,
Policarpão Quaresmeira à espera do cadafalso
em cela escura e sem um XÊro de violão________
de nunca mais catedrais
surfando a cabeleira dos minutos.
'sbregunçando o rolerê das matinas,
cabe esta pergunta sem Janelas:
quem possuirá meu Ossário se meus eflÚvios
na barca de Caronte forem dar
com os costados? O que ficar para o caixão
serão estátuas que se perderam dos braços,
árvore que não mais ouve os oboés cantarem
pelas manhãs, trupe de tromborones
que não mais chove sobre os maciços do GrajaÚ,
Policarpão Quaresmeira à espera do cadafalso
em cela escura e sem um XÊro de violão________
de nunca mais catedrais
surfando a cabeleira dos minutos.
Quinto Esbregue dele São Mármaro na Quarentena (Soneto n.577, forma 3/2/7/2)
Era uma vez CondeÚba, cidade
a sete mil quilômetros de Sampa
e que já-já vai transferir os seus velhos,
que chegou Caronte na cidade e o circo-VÍrus
montou caCUndas na praça__________
eSSe o Rolê que foi parido na China
e o mundo velho agora é Cerro Corá,
TUDO é Cerro Corá______vengam pescoços,
que as gravatas de chumbo andam fungando
os canGÓtes, elas candongas Todas Inúteis,
noiTÊra eVÊm nele edifício do Planeta,
era uma VÊÊZ CondeÚba e Rio, Sampa,
Itamonte, Pirabeiraba, Bangu_________
eVÊÊm cavalo amarelo, praticumbum:
TURUNJÚÚÚBA.
a sete mil quilômetros de Sampa
e que já-já vai transferir os seus velhos,
que chegou Caronte na cidade e o circo-VÍrus
montou caCUndas na praça__________
eSSe o Rolê que foi parido na China
e o mundo velho agora é Cerro Corá,
TUDO é Cerro Corá______vengam pescoços,
que as gravatas de chumbo andam fungando
os canGÓtes, elas candongas Todas Inúteis,
noiTÊra eVÊm nele edifício do Planeta,
era uma VÊÊZ CondeÚba e Rio, Sampa,
Itamonte, Pirabeiraba, Bangu_________
eVÊÊm cavalo amarelo, praticumbum:
TURUNJÚÚÚBA.
Quarto Esbregue dele São Mármaro na Quarentena (Soneto, n.576, forma 3/2/7/2)
Madrugada vinte e três mês março.
Pesadelo do VÍrus desceu dos ombros
do cavalo amarelo, quinhentos pés
na porta das Caratingas, friÚme
nele espinhaço do espírito________ o grito
do quadro-Munch é baleRÊmio
de esgares passo-de-ganso enquanto a soma dos
caixões vai pingalhando no surrão da Magra
e o barCaronte vai perdendo os estribos
com tanta morte_______
chanFÁlho que eXtingue as horas
dele "amanhã" que não tem mais na
prateleira________ no mungunZÉrio da Coisa
AÍ mesmo é que Amarildo não verá seu Enterro.
Pesadelo do VÍrus desceu dos ombros
do cavalo amarelo, quinhentos pés
na porta das Caratingas, friÚme
nele espinhaço do espírito________ o grito
do quadro-Munch é baleRÊmio
de esgares passo-de-ganso enquanto a soma dos
caixões vai pingalhando no surrão da Magra
e o barCaronte vai perdendo os estribos
com tanta morte_______
chanFÁlho que eXtingue as horas
dele "amanhã" que não tem mais na
prateleira________ no mungunZÉrio da Coisa
AÍ mesmo é que Amarildo não verá seu Enterro.
sábado, 28 de março de 2020
Terceiro Esbregue dele São Mármaro na Quarentena(Soneto, n.575, forma 3/2/7/2)
Mas esse trÁÁl c'ronaVÍrus
vêi' pelas caCUndas dos escaninhos
e frestas de onde as notas caÍram
SEM que as partituras SentÍssem,
secou-SE a água nelas paredes da Alma
e os BeleLÉUS falam GrÔsso
o que não é nem carma nem cruz, mas é
merDÊÊncia ver gigantescas girafas
cujas cabeças cospem torres de petróleo,
no mêi' do trigo ela polÍcia secreta
efenestrÔu primeira leva de chineses
que o VIrumBÁceo escargalhou di-com-FÔrça________
êê despauTÉÉrio mais virgulinos Alados,
boRÔis zebus descendo Mortos a Enchente!!
vêi' pelas caCUndas dos escaninhos
e frestas de onde as notas caÍram
SEM que as partituras SentÍssem,
secou-SE a água nelas paredes da Alma
e os BeleLÉUS falam GrÔsso
o que não é nem carma nem cruz, mas é
merDÊÊncia ver gigantescas girafas
cujas cabeças cospem torres de petróleo,
no mêi' do trigo ela polÍcia secreta
efenestrÔu primeira leva de chineses
que o VIrumBÁceo escargalhou di-com-FÔrça________
êê despauTÉÉrio mais virgulinos Alados,
boRÔis zebus descendo Mortos a Enchente!!
Assinar:
Postagens (Atom)