quarta-feira, 12 de junho de 2019

Esboço a Carvão tambÉM(Soneto, n.463, forma 4/8/2. Para Caleb Baltazar. À memória de Ana Cristina Cesar)

Naufrágio delas luzes de Ofir:
não lembro um céu que me consOle,
capibEribe, capibAribe, iNINterlúnios
que não se gatografam simplesmente,

porque areias d'África jangaram corvos
e o Rosto da europa Anoiteceu,
morreu Sebastião, cabou-SE efó,
o nome morto na lápide se Estende
incrementando o chá-de-língua dos
grimÕES e púlpitos, belerofonte(sobre dois pés)
sem banzo d'Asas pra chamar de chuva,
nunca Mais o corpo do Amarildo Apareceu:

naufRÁgio e muuuuito delas luzes d'Ofir,
não lembro mêêÊÊSmo um céu que me Console.

Esboço a Carvão(Soneto, n.462)

Eu consultei o Mito: 'ssa ausÊNcia
de Erês no coração dos homÍnIdas
eXplica os tons de ChumbÊO
à galoclope CLOPE no céu____________

noite Vastíssima, antiga,
de não mais poemas correndo
soltos na areia, tez-Açaí
das guerras sempre no espeCtro

dos EspelhÔmetros, as danças
na gaiolÊnia do mundo são espantÉUs
de anti-árias para assobio(não há bocas
brotando das janelas da Alma)__________

a Esfinge prepara Avessos
em Todas as suas respostas.
 

Soneto, n.461

Em casa, o velho Ferges de volta
após seu turno de vigia - un peu
de tristesse, evém noitÊra
que não promete, luar

sem Verniz__________ bem que ele
tentou ver pássaros juntando conchas
no costeRÉU da grajaú-jacarepaguá
quando voltava na bicicleta.

MundÃO verÉio anda há tempos
com o bafo do dragão nos cangotes,
o jazz que dizem sair delas bocas
é MALTA, d'espiguiNHÊntos gravataÍS_________

- "é", seu Ferges pensando - "Armagedons
'STÃO todos quase Maduros de TUDO."

Esboço com chifres, Dois(Soneto, n.460)

Manhã que de Amanhãs
mais distanCÊA os costados:
eVÉm sem buço muy Gracias
ao magaNÃO capirÔto que do Planalto

semeia bosta num modo corno,
cornÍSSimo, CorniSSíSSimo -
sem bonifrÁtio e decÊncia
e a gente povo nóis-Tudo

segue o Drummond num tempo
em que não se diz mais
"meu Deus", bonde segue a fanfÁRRA
de AQUI ser a ilha de Manhattan___________

José meu régio, e AGORA? Calendário
empacou na quarta feira de Cinzas...

Esboço com chifres(Soneto, n.459)

Chegou este tempo Absurdo desde
novembro-menos-um-quarto,
manhã sem Buço, nem hoje
nem Nunca_______________

mais chifres em cabeCÊs de cavalo,
serafins descalçados PÉdem socorro,
vomitam locomotivas: guilhotiNÉrias
fumam cigarros feitos da cabeça

das Horas, mas culpa é Nossa,
tamanha - chuVÃO de facas orgânicas
às cinco horas, avenida central para
matar o meu amor e MATEI__________

carnaval se EsmiLÍngue
ver embaÚvas espiguiNHÊntas.

terça-feira, 26 de março de 2019

Historieta Amarguinha(Soneto, n.458. Para a confrade Laís Araruna)

Noite vasta, antiquÍSsima, naufrágio 
das luzes de Ofir no espaço-Tempo
dos reloJÕES derretidos, a própria vida 
um céu de árvores DecotadÍssimas_________

naus que aos portos de Lisboa não Mais
nasceram, desque ele rei Sebastião 
SUMIU nas areias da África, alcÁcer
de Ocaso adulto e seus trezentos baraços

"ah Portugal tu hoje és NevoÊIro",
e as horas flÉbeis, outonais, escondem olhos
que foram o Rosto da Europa,
hoje espantÉU de ânforas Vazias_________

noite AntiquÍssima, ao Longe o mar
que Mais se afasta, e que foi Nosso um dia.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Soneto, n.457(À memória dele Amarildo)

Renasço de estradas gêmeas - pedras 
jequitinhonhas, mão
que desce à pé dos meus Espantos
sol Danado na tarde________

um século girou Seis vezes, horÂndias
que lesmeiam gordas - tempo
de se exumarem infâncias
que a gente enterrou BEM Fundo,

sótão de faca cega e gárgulas
dormindo no quengo que homens calÇaram
no alto do Corcovado: jançam viÚvas
que não recebem pensão_________

um século girou Seis vezes, 'inda Amarildo
continurÚa sem entÊrro.