sábado, 30 de setembro de 2017

Soneto, n.306(Variando sobre o n.305, para Luciana Moraes)

Manhã que em névoas sacode os túneis 
do sono, num Repenguente se esgadanham meninos -
poiésia em plenúria de Floridões -
e ribeirão de águas claras_________

o sol num cúmulo de girassóis sacode planícies 
e o nono andar é cerca de um tiro 
de Pedra - segundo as sânscri-Escrituras -
anjo sobre o lajedo assentado:

múnduro há tempos não faz a barba,
nua screen, nelas telas sinédrios sacodem Sal
sobre a extensura da história, manhã Talvez 
sem névoa pros elefantes de Aníbal__________

roxundos ipês nos Brotem, e a gente não olhe
atrás - quando Erigirmos o primeiro passo.

Quarteto em lá menor, opus 16, para piano violino viola e cello(Versão soneto, n.305, para Sarah Valle)

Manhãçaria que em névoas sobe o
túnel do sono onde Alma néfira esgadanhada
descasca um sabão, e num repente de trompas
todo o lavabo é Lilás,

que também veste a criança que nos segue,
a mim, a ti - sarahmêndera - desque o
mundo não tinha olhos pra fazer a barba,
e roxundos Ipês das axilas brotavam.

A noite foi o sal que me Curtiu
em couro de jabaquérias e cântaros,
enquanto amamos a floração do arroz
e o norte move ardentes Entranhas___________

em cada rio um deus espera crescer:
que a Vida nos acenda os pés.