quarta-feira, 26 de julho de 2017

Soneto, n.254(À memória de Mário de Andrade)

Um belo dia 'Noiteci diafáneo,
e as cabras das montanhas 
feriram cordas de pianos 
amarelentos, e num catírio seus rostos

desfizeram-se em pó, depois da monta
nos tietês bandeiramente! Garóloa fina
sorri, e foi a última vez, meus olhos Nus
em pleno largo do arouche

onde no Antanho um capadócio
plantava máscaras paroxais
de guarda chuvas à serviço 
da própria mão-Sumé da tempestade_______

mas...chove? Sorri, diáfana, bem Debussy
traduzo assim: cortinas transfundindo Outonos...
====================================
(*)Catírio: Átimo, "fiat".

Nenhum comentário:

Postar um comentário