segunda-feira, 19 de agosto de 2019

PaisÁÁrge, com jesebÚrdios(Soneto, n.484, forma 4/8/2. Para Caleb Baltazar)

Ah, os hÔmi... passam 'charcados,
pluriembebidos em SI, mas seus ombrÔS
são todo um poste de Mar e
almas vestidas em SAL_________

ilhargamaSSa  que É
conversa pra boi DRUmí, janela 
para a qual se fecham dez sóis,
turturuVÊio dos capetas. 
Eis a verdade: soldado cujos costados
jazendo mortos e Arrefecendo no campo 
("está Boa a cigarreira, ele é que já não Serve"):
é verso que não mais corre com sete PÉS...

______todo este ombro
é Nenhum.

SonetoroRÓ(soneto, n.483)

Aqui onde elas traças sobem à mesa
itabirana é a Certeza quando se olha 
o quadro ranhurando a parede: DÓI,
que é barbaridade________

Brasília agita os calÇÂmes dum forroBÓ
onde as Cucuias de nóis todos dão-SE os pés,
o pobre - tengo lengo tengo lengo -
já NÃO mais anda de avião  e nem

tem Nove Dedos no Alvorada...
pararam as obras da matriz 
e os pareDÊS sem vitrais são nossos 
rostos de Onde se 'rancaram as janelas_______

ele Amarildo não tem mais corpo, engavetaram
seu Nome - Eli LÂÂma sabacTÂni...

domingo, 18 de agosto de 2019

"É NÔÔÔITE"(Soneto, n.482, forma Paulo Henriques Britto. À memória de Dorival Caymmi)

A noite pôs dentadura e tuPÉte
pra fora, sem chapeLÉU e sem lua

que, dispensada do Ofício ia bêbada
na condução, de misturÉBA com pernas,
um monte delas vestindo carcaCÊ

merd'oliva, num jeito que se Drummond Visse
também não teria A solução 
(nos estÁdios há Risco de os quero-queros
levarem tiro nas fuças________

São Paulo não reconheceria neste araPÔngueo
carburatÓrio a antiga lÍngua dos homÊIns)
mais do que antes formigas carRÉgam unhas,

estrada pro: BelelÉÉÉu________ ê lambaÊê
lamBÁio, ê lamBA - ÊÊ lambaaio...

SoneteRÊto(Soneto, n.481, forma Paulo Henriques Britto)

Então um mundo - onde os bebês
hoje guardados em carRÍNS germânicos

ficarão Surdos e isso beeem antes
de poderem ouvir o Guarani_______
todos os eixos, esqueçam Agora

o claraRÃO da lua sugerindo uns pifas,
mundo 'caba amanhã quando O Relógio
desesperado coaxar como os sapos
e gastar o tempo do acrÉScimo

pensando um verso que não Virá,
tijolo água andarÂIme cimento
homens seguem trabalhando trabalhando

trabalhando_______ Planalto gueDÊia o bedelho:
"Previdência é Igual boi Morto na enchente.

Mais estudo de Corvos(Soneto, n.480. À memória de Mário de Sá-Carneiro. Forma 4/8/2)

...e desde há-Muito se acabaram os
homens______ procuro um rosto
em meio à Farsa do guarda-roupa,
já não Cabe dar o batismo às flores -

irÃo pagÃS como senZÊros RÚins
servir de arauto ao FIM de todas as coisas,
vejo terraços onde aos livros se Arrancaram
as LÍNGUAS, há nuvens GrÃnhas VREmêias
que nem zeBÚ que vai dar Marrada,
mar é Tudo que não sinto mais
e que Anoitece como o Mário no poema
"Torniquete"________ folgadamente

descomeDÊja um boi-Morto, sou EU, pendente
desde o pesCÔço, num perrrneRÊ de ceroula.

SonetoRÓ(Soneto, n.479, forma Paulo Henriques Britto)

No Méier de onde saÍ uns TabeÓcios
achavam que bastááva nascer_________

engano, mais Ledo e profundorÔso,
nos horizontes faltavam há muito
os anjos de calça larga e gravata

ainda com paciência pra ensinar o jazz
num mundoÊ cada vez com menor número
de pessoas-AVES, não há Seu Jorge da CapadÓcia
que Reescreva o milagre dos peixes

nos farraPÓS amerÍndios. A tarde
avÔa pro seu Fim, não há mais Carne
no calçamento das gentes, são mesmo enXÂme

de NÃO-pessoas MALancÚdas_______ só
resta ao coração numeroso andar SILÊNCIO.

sábado, 17 de agosto de 2019

Soneto, n.478(Forma Paulo Henriques Britto)

CreuzeBÚs cardinÁlios que não têm graça,
NENHUMA______ 'sse futuro que - Avaro -

pelas janelas avança qual bailarino
que não sentiu na prÓxima Dança
a queda SEM rede à espreita,

não há manhã sob este sol MunGUÉlo,
a gente reza para ouvir o Uirapuru
como se o lago 'inda coubesse na sala,
as poças continuam nos pÉs mesmo

com as fugas de Azul pelos telhados,
pÁssaros que(sem sentidos) funcionam
como relÓgios com menos cabides,

muros que Ardem com chama antiga,
fuTÚÚNS de faca - amoladíSSima, Insone.